O Direito de Conservar: Desequilíbrio Ideológico e Ambientalismo Conservador no Direito Ambiental Brasileiro

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A proteção ambiental é importante demais para pertencer a um só lado. Por que, então, as perspectivas conservadoras estão praticamente ausentes do Direito Ambiental brasileiro? Partindo de mais de vinte anos de experiência no julgamento de causas ambientais, Daniel Raupp transforma essa inquietação em uma investigação sobre as ideias que moldaram a proteção jurídica do meio ambiente no Brasil. O livro examina a evolução da legislação, os autores mais influentes da doutrina ambiental e decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. O diagnóstico revela um contraste significativo: enquanto a legislação brasileira se abre progressivamente a incentivos econômicos e mecanismos de mercado, a doutrina e a jurisprudência permanecem predominantemente vinculadas a uma matriz progressista de comando e controle.

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Autores: Daniel Raupp

A proteção ambiental é importante demais para pertencer a um só lado. Por que, então, as perspectivas conservadoras estão praticamente ausentes do Direito Ambiental brasileiro? Partindo de mais de vinte anos de experiência no julgamento de causas ambientais, Daniel Raupp transforma essa inquietação em uma investigação sobre as ideias que moldaram a proteção jurídica do meio ambiente no Brasil. O livro examina a evolução da legislação, os autores mais influentes da doutrina ambiental e decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. O diagnóstico revela um contraste significativo: enquanto a legislação brasileira se abre progressivamente a incentivos econômicos e mecanismos de mercado, a doutrina e a jurisprudência permanecem predominantemente vinculadas a uma matriz progressista de comando e controle.

Sobre o Autor

Agradecimentos

Prefácio

Introdução



Parte I

PANORAMA TEÓRICO E IDEOLÓGICO DO DIREITO AMBIENTAL BRASILEIRO



CAPÍTULO 1

Conceitos e critérios de análise

1.1 Conceitos operacionais: conservadorismo e progressismo ambiental

1.1.1 O conservadorismo na teoria política

1.1.2 O progressismo na teoria política

1.2 Distinções conceituais: conservadorismo-progressismo,
direita-esquerda e liberalismo-intervencionismo

1.3 Antropocentrismo, biocentrismo e ecocentrismo

1.3.1 Antropocentrismo

1.3.2 Biocentrismo

1.3.3 Ecocentrismo

1.4 Correlações entre visões da natureza e tendências ideológicas

1.5 Parâmetros para a classificação ideológica

1.5.1 Sustentabilidade fraca (substitutiva) versus forte (não substitutiva)

1.5.2 Papel do Estado e mecanismos de mercado

1.5.3 Responsabilidade civil ambiental: risco integral e risco criado

1.5.4 Precaução versus gestão pragmática de riscos

1.5.5 Mecanismos de participação e controle social

1.5.6 Proibição do retrocesso ambiental

1.5.7 Função socioambiental da propriedade



CAPÍTULO 2

A EVOLUÇÃO LEGISLATIVA (1980-2025)

2.1 Antecedentes e marco inicial da proteção sistematizada

2.2 A Política Nacional do Meio Ambiente

2.3 A Constituição de 1988

2.4 Desenvolvimento legislativo e institucional pós-1988

2.5 Síntese do contexto normativo



CAPÍTULO 3

A DOUTRINA AMBIENTAL BRASILEIRA

3.1 Metodologia de seleção dos doutrinadores

3.1.1 Fundamentação teórico-metodológica

3.1.2 Definição e operacionalização dos critérios

3.2 Aplicação dos critérios e resultados

3.3 Análise doutrinária



CAPÍTULO 4

A JURISPRUDÊNCIA DOS TRIBUNAIS SUPERIORES

4.1 Metodologia de seleção dos acórdãos

4.2 Supremo Tribunal Federal

4.3 Superior Tribunal de Justiça



CAPÍTULO 5

A CLASSIFICAÇÃO IDEOLÓGICA FINAL



Parte II

AMBIENTALISMO CONSERVADOR



CAPÍTULO 6

O DESEQUILÍBRIO IDEOLÓGICO

6.1 A reação conservadora ao ambientalismo progressista

6.1.1 O distanciamento filosófico

6.1.2 A desconfiança quanto aos métodos

6.1.3 A rejeição à retórica dominante

6.2 O mecanismo da rejeição ideológica

6.2.1 A apropriação ideológica do ambientalismo

6.2.2 O fundamento da lealdade e a dinâmica tribal

6.2.3 Rejeição ao mensageiro, não à mensagem

6.2.4 A falsa impressão de incompatibilidade

6.3 Os custos do desequilíbrio

6.3.1 Polarização e instabilidade política

6.3.2 Insegurança jurídica e imprevisibilidade

6.3.3 Déficit de legitimidade e baixa efetividade

6.4 A necessidade de reequilíbrio

6.4.1 A proteção ambiental como valor transideológico

6.4.2 Abertura para os fundamentos do ambientalismo conservador



CAPÍTULO 7

ANTROPOCENTRISMO ESCLARECIDO

7.1 O conceito de antropocentrismo na ética ambiental

7.2 Crítica ao ecocentrismo e ao biocentrismo

7.3 O antropocentrismo esclarecido como alternativa viável



CAPÍTULO 8

MORDOMIA CRISTÃ

8.1 Fundamentos bíblicos da vocação de cuidado

8.2 A imago Dei e a criação como bem confiado

8.3 Entre a depredação e a idolatria

8.4 A mordomia como síntese entre domínio e serviço

8.5 Comunidades de fé e conservação como causa transideológica



CAPÍTULO 9

PSICOLOGIA DO AMBIENTALISMO

9.1 O apelo emocional do ambientalismo progressista

9.2 Fundamentos morais e diferenças ideológicas

9.3 Vieses cognitivos e decisão ambiental

9.4 Nudges e políticas comportamentais

9.5 Implicações para comunicação e políticas públicas



CAPÍTULO 10

PRINCÍPIOS E FERRAMENTAS CONSERVADORAS

10.1 Responsabilidade intergeracional e seus instrumentos

10.2 Subsidiariedade, localismo e gestão comunitária

10.3 Propriedade privada, incentivos e mecanismos de mercado

10.4 Prudência e gestão de riscos

10.5 Ceticismo quanto a soluções globais centralizadas

10.6 Coerência do arcabouço conservador



CAPÍTULO 11

PRAGMATISMO JURÍDICO E CONSERVADORISMO

11.1 O ecojuspragmatismo como metodologia de decisão

11.2 Convergências entre pragmatismo e conservadorismo

11.3 Critérios para a decisão ambiental pragmática



CAPÍTULO 12

EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS

12.1 Estados Unidos da América

12.1.1 Conservacionismo republicano e a formação da proteção ambiental

12.1.2 Free market environmentalism: instrumentos e resultados

12.1.3 Federalismo ambiental cooperativo

12.1.4 Lições da experiência norte-americana

12.2 União Europeia e Itália

12.2.1 Subsidiariedade e flexibilidade na proteção europeia

12.2.2 Mecanismos de mercado na União Europeia

12.2.3 Itália: paisagem, federalismo ambiental e a reforma de 2022

12.2.4 Experiências italianas de proteção descentralizada



CAPÍTULO 13

CAMINHOS PARA O DIREITO AMBIENTAL BRASILEIRO

13.1 A legislação ambiental sob a perspectiva conservadora

13.1.1 O artigo 225 sob a ótica do antropocentrismo esclarecido

13.1.2 O Código Florestal e os mecanismos de mercado

13.1.3 A Lei Geral do Licenciamento Ambiental

13.1.4 O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões

13.2 A propriedade privada como instrumento de conservação

13.2.1 Reservas Particulares do Patrimônio Natural e servidões ambientais

13.2.2 O mercado de Cotas de Reserva Ambiental

13.3 Experiências brasileiras de pagamento por serviços ambientais

13.4 Descentralização e gestão comunal

13.5 Desenvolvimento econômico e proteção ambiental

13.5.1 O falso dilema e as perspectivas de aprimoramento

13.5.2 Para além da polarização ideológica



Considerações Finais

Referências Bibliográficas 

ISBN 978-65-5113-797-6
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 385
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação outubro/2026
  1. Daniel Raupp[email protected]

    Juiz Federal desde 2004. Pós-doutorado em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com período de pesquisa na Università degli Studi di Perugia (Itália) (2026). Doutor em Ciência Jurídica pela Univali (2024) e Doctor of Juridical Science (SJD) pela Widener University Delaware Law School (EUA) (2024). Mestre em Ciência Jurídica pela Univali (2020) e Master of Laws (LLM) pela Widener University Delaware Law School (EUA) (2020). Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (2001). Professor de Direito Ambiental na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

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