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O Judiciário e as Big Techs: Desafios Para o Acesso Jurisdicional a Dados Pessoais Transnacionais na Era das Big Techs

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O crescimento exponencial das Big Techs no século XXI e a aquisição de poder por parte dessas empresas, a partir do extrativismo de dados, fez com que diversos países, inclusive o Brasil, se preocupassem com formas de regulamentação e mecanismos para solicitação de dados pessoais digitais, no intuito de retomar a soberania nacional sobre estes dados. O Estado precisa acessar dados pessoais digitais de sua população para instrução de processos judiciais e encontra desafios diante de um quadro de empresas transnacionais, monopolistas, detentoras de poder e controle sobre os dados pessoais digitais e que não se submetem espontaneamente à soberania nacional. O livro objetiva responder se é possível a solicitação judicial de dados pessoais digitais diretamente às Big Techs e se esse procedimento se justifica perante a legislação pátria e no cenário internacional. Considerando a ideia de não-territorialidade dos dados digitais e de soberania de dados, a noção de jurisdição sobre o território é mitigada, atribuindo ao Estado brasileiro, aqui representando pelo Poder Judiciário, a jurisdição e a competência para requisição dos dados pessoais digitais da população brasileira coletados em território nacional diretamente às Big Techs, sem a necessidade de passar por procedimentos de cooperação internacional.

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Autores: Carla Fernanda Prim Marzani

O crescimento exponencial das Big Techs no século XXI e a aquisição de poder por parte dessas empresas, a partir do extrativismo de dados, fez com que diversos países, inclusive o Brasil, se preocupassem com formas de regulamentação e mecanismos para solicitação de dados pessoais digitais, no intuito de retomar a soberania nacional sobre estes dados. O Estado precisa acessar dados pessoais digitais de sua população para instrução de processos judiciais e encontra desafios diante de um quadro de empresas transnacionais, monopolistas, detentoras de poder e controle sobre os dados pessoais digitais e que não se submetem espontaneamente à soberania nacional. O livro objetiva responder se é possível a solicitação judicial de dados pessoais digitais diretamente às Big Techs e se esse procedimento se justifica perante a legislação pátria e no cenário internacional. Considerando a ideia de não-territorialidade dos dados digitais e de soberania de dados, a noção de jurisdição sobre o território é mitigada, atribuindo ao Estado brasileiro, aqui representando pelo Poder Judiciário, a jurisdição e a competência para requisição dos dados pessoais digitais da população brasileira coletados em território nacional diretamente às Big Techs, sem a necessidade de passar por procedimentos de cooperação internacional.

Sobre a Autora

Prefácio

Introdução



CAPÍTULO 1

BIG TECHS, CONSTITUCIONALISMO DIGITAL E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS
DIGITAIS: DESAFIOS PARA ACESSO A DADOS PESSOAIS DIGITAIS ARMAZENADOS
FORA DO PAÍS

1.1 Soberania, globalização e neoliberalismo: a ascensão das big techs

1.2 Constitucionalismo digital e proteção de dados pessoais digitais

1.3 Desafios para solicitação judicial de dados pessoais digitais
armazenados pelas big techs em data centers fora do país



CAPÍTULO 2

SOBERANIA DE DADOS, GOVERNANÇA E REGULAMENTAÇÕES: MECANISMOS DE ACESSO E
CONTROLE SOBRE OS DADOS PESSOAIS DIGITAIS

2.1 Soberania digital e soberania de dados: reflexões acerca do controle
sobre as infraestruturas e sobre os dados pessoais digitais

2.2 Procedimentos para solicitação de dados pessoais digitais transnacionais

2.3 Regulamentação das big techs e formas de governança: possibilidades
de controle estatal sobre os dados pessoais digitais



CAPÍTULO 3

JURISDIÇÃO E DADOS PESSOAIS DIGITAIS: O PAPEL DO JUDICIÁRIO NA RETOMADA
DA SOBERANIA SOBRE OS DADOS PESSOAIS DIGITAIS

3.1 Análise da ação direta de constitucionalidade nº 51 do Supremo
Tribunal Federal

3.2 Extraterritorialidade das decisões judiciais e aplicação de medidas
coercitivas às big techs

3.3 Possibilidade de solicitação judicial direta de dados pessoais
digitais às big techs: fundamentos da inexigibilidade de cooperação
internacional



Considerações finais

Referências 

ISBN 978-65-5113-647-4
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 141
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação junho/2026
  1. Carla Fernanda Prim Marzani[email protected]

    Advogada. Mestre em Direitos Fundamentais e Democracia pelo Centro Universitário Autônomo do Brasil. Pós-graduada em Direitos e Processos do Trabalho e Previdenciário pela Academia Brasileira de Direito Constitucional. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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