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Atraídos Pelo Crédito e Controlados pela Dívida: Caminhos de Solidariedade Contra a Necropolítica Financeira

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O uso do crédito, que se tornou tão facilmente disseminado em diversos meandros sociais a partir de um passado recente, tem apontado para o surgimento de vários dilemas, dentre eles o progressivo endividamento da população, operando-se um fluxo cada vez maior de dependência de grandes instituições financeiras. Essa circunstância demanda a também crescente reflexão sobre os instrumentos para se efetivar a dignidade das pessoas no mercado de consumo. Em outras palavras, esse fenômeno tem contribuído por levar uma legião de pessoas à ruína pessoal, num mecanismo político e econômico de morte civil, já que o endividamento a partir do uso temerário do crédito contribui para a exclusão social da própria pessoa. [...] Vê-se, então, que o crédito se tornou um fenômeno multidimensional, cujo acesso, além de ser garantido como direito fundamental do próprio consumidor, também deve ser tutelado e regulado pelo Estado, em detrimento de interesses de grandes conglomerados econômicos e de instituições financeiras. Por isso, esta obra se fundamenta no paradigma de que a tutela efetiva do crédito e da transparência apenas se mostra factível (equilibrando interesses divergentes de instituições financeiras e consumidores) quando sua regulação abandonar o viés individualista e particular da questão, mediante a compreensão dessa mesma multidimensionalidade. Tal pressuposto demanda iniciativas de cunho transindividual — ancoradas, portanto, em solidariedade — muito mais voltadas ao momento anterior à contratação do crédito, e não como reparação ao endividamento e à inadimplência já efetivados junto ao orçamento do devedor, com o intuito de mitigar seus efeitos

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Autores: Gean Carlos Balduíno Júnior

O uso do crédito, que se tornou tão facilmente disseminado em diversos meandros sociais a partir de um passado recente, tem apontado para o surgimento de vários dilemas, dentre eles o progressivo endividamento da população, operando-se um fluxo cada vez maior de dependência de grandes instituições financeiras. Essa circunstância demanda a também crescente reflexão sobre os instrumentos para se efetivar a dignidade das pessoas no mercado de consumo. Em outras palavras, esse fenômeno tem contribuído por levar uma legião de pessoas à ruína pessoal, num mecanismo político e econômico de morte civil, já que o endividamento a partir do uso temerário do crédito contribui para a exclusão social da própria pessoa. [...] Vê-se, então, que o crédito se tornou um fenômeno multidimensional, cujo acesso, além de ser garantido como direito fundamental do próprio consumidor, também deve ser tutelado e regulado pelo Estado, em detrimento de interesses de grandes conglomerados econômicos e de instituições financeiras. Por isso, esta obra se fundamenta no paradigma de que a tutela efetiva do crédito e da transparência apenas se mostra factível (equilibrando interesses divergentes de instituições financeiras e consumidores) quando sua regulação abandonar o viés individualista e particular da questão, mediante a compreensão dessa mesma multidimensionalidade. Tal pressuposto demanda iniciativas de cunho transindividual — ancoradas, portanto, em solidariedade — muito mais voltadas ao momento anterior à contratação do crédito, e não como reparação ao endividamento e à inadimplência já efetivados junto ao orçamento do devedor, com o intuito de mitigar seus efeitos

Sobre o Autor 

Apresentação

Prefácio

Introdução



CAPÍTULO 1

O CRÉDITO COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE SOCIOECONÔMICO

1.1 Biopoder e biopolítica em Michel Foucault

1.2 Necropolítica e os aspectos atuais do neoliberalismo para
Achille Mbembe

1.3 A pessoa natural na era do capitalismo financeiro: crédito e
financeirização



CAPÍTULO 2

MECANISMOS DE TUTELA DO CRÉDITO DE CONSUMO NA EXPERIÊNCIA
BRASILEIRA

2.1 Arquitetura jurídica de proteção ao consumidor no mercado de
crédito

2.2 A busca pelo mínimo existencial como garantia de dignidade

2.3 Caminhos da jurisprudência sobre revisão de contratos de
crédito

2.4 Paradoxos da expansão do crédito consignado aos trabalhadores

2.5 O Desenrola Brasil como política pública voltada à saúde
financeira da pessoa endividada



CAPÍTULO 3

PROPOSTAS DE RESTABELECIMENTO DA DIGNIDADE DA PESSOA NO MERCADO DE
CRÉDITO À LUZ DA SOLIDARIEDADE

3.1 A solidariedade na contramão da necropolítica

3.2 Tutela transindividual do consumidor endividado

3.3 Aprimoramentos voltados à tutela administrativa do
superendividamento

3.4 Sobre a limitação de juros e demais encargos

3.5 Expansão das garantias aos endividados e outros aspectos
contratuais







Conclusões

Posfácio

Referências

Apêndices

ISBN 978-65-5113-540-8
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 249
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação abril/2026
  1. Gean Carlos Balduíno Júnior [email protected]
    Doutor e Mestre em Direito pela Universidade de Marília (UNIMAR). Especialista em Filosofia e Teoria do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) e em Direito Civil pela Universidade Anhanguera (UNIDERP). Bacharel em Direito pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) – Câmpus Universitário Jane Vanini. Analista judiciário (PTJ) do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (PJMT). Professor adjunto da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FACISA) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) – Câmpus Universitário Jane Vanini.

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