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Violência Doméstica e Justiça Restaurativa: É Possível Dar Voz às Vítimas?

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Em um país onde milhares de mulheres enfrentam diariamente a violência doméstica, uma pergunta urgente se impõe: a Justiça Restaurativa é realmente capaz de transformar essa realidade? Este livro mergulha nos bastidores de nove projetos implementados pelo Poder Judiciário brasileiro, buscando diretrizes e boas práticas para transformar estes conflitos por meio do diálogo, da escuta e da reconstrução dos vínculos sociais. A partir da criminologia feminista, a obra revela como diferentes equipes têm buscado aplicar práticas restaurativas a um tema tão sensível. O livro aponta as dificuldades de inclusão da vítima no procedimento restaurativo, a necessidade de observância da voluntariedade, os cuidados com a verificação da autonomia da parte vulnerável, assim como as lacunas decorrentes da ausência de dados e monitoramento contínuo das políticas públicas desenvolvidas. Ao mesmo tempo, aponta as possibilidades que despontam quando é criado um espaço seguro para que vítimas, agressores e comunidades participem de forma consciente do processo de reparação.


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Autores: Aline Damasceno Pereira de Sena

Em um país onde milhares de mulheres enfrentam diariamente a violência doméstica, uma pergunta urgente se impõe: a Justiça Restaurativa é realmente capaz de transformar essa realidade? Este livro mergulha nos bastidores de nove projetos implementados pelo Poder Judiciário brasileiro, buscando diretrizes e boas práticas para transformar estes conflitos por meio do diálogo, da escuta e da reconstrução dos vínculos sociais. A partir da criminologia feminista, a obra revela como diferentes equipes têm buscado aplicar práticas restaurativas a um tema tão sensível. O livro aponta as dificuldades de inclusão da vítima no procedimento restaurativo, a necessidade de observância da voluntariedade, os cuidados com a verificação da autonomia da parte vulnerável, assim como as lacunas decorrentes da ausência de dados e monitoramento contínuo das políticas públicas desenvolvidas. Ao mesmo tempo, aponta as possibilidades que despontam quando é criado um espaço seguro para que vítimas, agressores e comunidades participem de forma consciente do processo de reparação.


Sobre a Autora

Agradecimentos

Apresentação

Prefácio

Lista de Abreviaturas

Introdução

Metodologia



CAPÍTULO 1

“PAZ SEM VOZ NÃO É PAZ, É MEDO”: a posição da mulher vítima de violência
doméstica e familiar

1.1 Violência doméstica e suas nuances socioculturais: gênero como
elemento central de análise

1.2 A crítica da criminologia feminista

1.3 Paternalismo e autonomia: reflexões sobre a vítima vulnerável nos
processos autocompositivos



CAPÍTULO 2

“É PELA PAZ QUE EU NÃO QUERO SEGUIR ADMITINDO”: CAMINHOS RESTAURATIVOS

2.1 Contornos da Justiça Restaurativa

2.2 Normativas do Conselho Nacional de Justiça

2.3 Métodos restaurativos



CAPÍTULO 3

“QUAL A PAZ QUE EU NÃO QUERO CONSERVAR PARA TENTAR SER FELIZ”:
COMPATIBILIZAÇÃO ENTRE A JUSTIÇA RESTAURATIVA E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
CONTRA A MULHER

3.1 Limites normativos

3.2 Críticas e potencialidades



CAPÍTULO 4

“ÀS VEZES EU FALO COM A VIDA, ÀS VEZES É ELA QUEM DIZ”: ESTUDO DE
PROJETOS DE JUSTIÇA RESTAURATIVA NA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

4.1 Dados Gerais

4.2 Dados específicos

4.3 Análise dos dados



CAPÍTULO 5

“A PAZ QUE EU NÃO QUERO”: PROTOCOLO E NORMATIZAÇÃO



Considerações Finais

Referências

Anexo 

ISBN 978-65-5113-462-3
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 219
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação fevereiro/2026
  1. Aline Damasceno Pereira de Sena
    Mestra em Direito e Poder Judiciário pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM (2025). Especialista em Direito Penal e Criminologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2020), em Gestão Judiciária pela Universidade de Brasília (2016) e em Direito Tributário pela Uniderp (2012). Membro da Comissão de Equidade de Gênero do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG (2024 – atualmente). Ex-membro da Coordenadoria de Mulheres em Situação de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2018-2020). Atuou como Juíza Instrutora no Supremo Tribunal Federal, foi também Juíza Auxiliar naquele Supremo Tribunal (2020-2022). Tutora credenciada pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM. Tutora e conteudista de cursos para magistrados pela Escola Judicial Edésio Fernandes - EJEF/TJMG

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