Há trinta anos, o Brasil fez uma aposta ousada: chamar a iniciativa privada para financiar, construir, operar e manter as rodovias por onde hoje circulam a maior parte de sua economia e de sua gente. A aposta deu certo, mas não de imediato. Entre a Ponte Rio-Niterói e os leilões recordes da atual geração de contratos, houve modelagens que falharam, projeções que a realidade desmentiu, crises que levaram concessões à beira da inviabilidade e um longo aprendizado sobre como tornar sustentável um contrato que precisa atravessar décadas. Este livro conta essa história na voz de quem a viveu. Reunidos pela FGV Direito Rio e pela ABCR, reguladores, gestores públicos, operadores, financiadores, advogados e acadêmicos percorrem as origens do programa, sua consolidação, a grande crise dos anos 2010, a nova geração de concessões e as fronteiras que se abrem: alocação de riscos, financiamento, arbitragem, regulação responsiva, ESG, free flow e experiência do usuário. Como magistrado do Tribunal de Contas da União, acompanhei de perto essa trajetória. Aprendi que os grandes problemas do setor raramente nascem da concessão em si, e sim da ilusão de que um contrato de trinta anos pudesse prever tudo. E que a resposta ao estresse contratual não está na rigidez nem na litigância, mas no diálogo institucional e em soluções consensuais que preservem o interesse público e a viabilidade dos empreendimentos. É esse amadurecimento que estas páginas documentam. Leitura indispensável para quem quer compreender como o Brasil aprendeu a estruturar, financiar, regular e controlar parcerias de longo prazo
Há trinta anos, o Brasil fez uma aposta ousada: chamar a iniciativa privada para financiar, construir, operar e manter as rodovias por onde hoje circulam a maior parte de sua economia e de sua gente. A aposta deu certo, mas não de imediato. Entre a Ponte Rio-Niterói e os leilões recordes da atual geração de contratos, houve modelagens que falharam, projeções que a realidade desmentiu, crises que levaram concessões à beira da inviabilidade e um longo aprendizado sobre como tornar sustentável um contrato que precisa atravessar décadas. Este livro conta essa história na voz de quem a viveu. Reunidos pela FGV Direito Rio e pela ABCR, reguladores, gestores públicos, operadores, financiadores, advogados e acadêmicos percorrem as origens do programa, sua consolidação, a grande crise dos anos 2010, a nova geração de concessões e as fronteiras que se abrem: alocação de riscos, financiamento, arbitragem, regulação responsiva, ESG, free flow e experiência do usuário. Como magistrado do Tribunal de Contas da União, acompanhei de perto essa trajetória. Aprendi que os grandes problemas do setor raramente nascem da concessão em si, e sim da ilusão de que um contrato de trinta anos pudesse prever tudo. E que a resposta ao estresse contratual não está na rigidez nem na litigância, mas no diálogo institucional e em soluções consensuais que preservem o interesse público e a viabilidade dos empreendimentos. É esse amadurecimento que estas páginas documentam. Leitura indispensável para quem quer compreender como o Brasil aprendeu a estruturar, financiar, regular e controlar parcerias de longo prazo
Organizadores
Sobre os Autores
Apresentação
Prefácio
CAPÍTULO 1
Sergio Ferraz
Michel Temer
CONCESSÕES RODOVIÁRIAS BRASILEIRAS: UMA VIAGEM NO TEMPO
Introdução
1 Os anos 1950
2 Uma nova etapa: a concessão rodoviária
3 O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)
4 É possível melhorar o modelo?
CAPÍTULO 2
Patrícia Regina Pinheiro Sampaio
Heloisa Conrado Caggiano
DESENVOLVIMENTO DO SETOR E O INÍCIO DO PROGRAMA DE CONCESSÕES
RODOVIÁRIAS NO BRASIL
Introdução
1 Contexto internacional e o giro de paradigma
2 A consolidação das rodovias no setor de transportes do Brasil
3 A situação das rodovias antes e após as concessões
4 Falhas de mercado, economia das rodovias e o alinhamento dos
incentivos pelo direito
5 O marco constitucional de 1988 e seus efeitos sobre o início do
programa de concessão de rodovias
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 3
Flávio Amaral Garcia
Leonardo Antonacci
MARCO LEGAL DAS CONCESSÕES: PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Introdução
1 Passado: construção do direito das concessões
1.1 As concessões a partir da Lei Federal nº 8.987/95
1.2 A criação das parcerias público-privadas
1.3 A institucionalização da ANTT
2 Presente: concessões como política de estado
2.1 A contribuição do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)
2.2 As concessões em crise: a lei de relicitações
2.3 O fortalecimento das agências reguladoras
3 Futuro: modernizando a regulação
3.1 Uma nova Lei de Concessões?
3.2 Aprofundamento do sistema de dupla regulação
3.3 Tecnologia e riscos emergentes para o setor rodoviário
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 4
Marco Aurélio Barcelos
Karina Lara Fera
André Peron Pereira Curiati
ONDAS E PARADIGMAS DA ALOCAÇÃO DE RISCOS EM CONCESSÕES DE RODOVIAS
NO BRASIL
Introdução
1 A exploração do serviço “por conta e risco” da concessionária
2 A “repartição objetiva” de riscos entre as partes
3 Compartilhamento de “riscos do negócio”
4 Tratamento de eventos climáticos extremos nas matrizes de riscos
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 5
Rodrigo Zambão
Sérgio Guerra
O CONTRATO DE CONCESSÃO E SUAS MÚLTIPLAS INTERAÇÕES
1 O direito administrativo do século XXI: a concessão concebida a
partir de suas múltiplas interações
2 A interação com a ordem jurídica
3 A interação com o sistema econômico
4 A interação com a regulação
5 A interação com a política
6 A interação com a realidade
7 A interação com a sociedade
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 6
Letícia Queiroz
O FORTALECIMENTO DA REGULAÇÃO NO SETOR RODOVIÁRIO
Introdução
1 As origens do modelo regulatório setorial: contexto
político-econômico e normativo e o processo de criação das
agências
2 O modelo regulatório setorial das concessões de rodovias
2.1 Características e funções institucionais das agências
reguladoras
2.2 Os mecanismos de governança e aprimoramento da qualidade
decisória
2.3 A evolução dos contratos de concessão de rodovias
2.4 A regulação por consenso
3 O desafio contemporâneo que pode comprometer o futuro da
regulação no setor rodoviário
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 7
Tulio Abi-Saber
O PAPEL DAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS NA EVOLUÇÃO DA INFRAESTRUTURA
RODOVIÁRIA BRASILEIRA: DA RODOVIA-OBRA À RODOVIA-SERVIÇO
Introdução
1 O papel das concessões na expansão e modernização da
infraestrutura
1.1 A infraestrutura rodoviária brasileira no início das
concessões
1.2 A recuperação do patrimônio rodoviário
1.3 A ampliação da capacidade como resposta ao crescimento da
demanda
1.4 A transformação da infraestrutura: evidências da experiência
brasileira
1.5 Da ampliação da infraestrutura à transformação do patrimônio
rodoviário
1.6 Considerações finais do Capítulo 1
2 O papel das concessões na preservação do patrimônio rodoviário
2.1 Da conservação corretiva à gestão do patrimônio rodoviário
2.2 A incorporação da gestão de ativos
2.3 O planejamento do ciclo de vida da infraestrutura
2.4 Gestão orientada por desempenho
2.5 A gestão de ativos como etapa da evolução da infraestrutura
2.6 Considerações finais do Capítulo 2
3 O papel das concessões na evolução da rodovia como serviço
3.1 A evolução da infraestrutura para além da engenharia
3.2 A operação como instrumento de gestão da infraestrutura
3.3 O desempenho como medida de valor da infraestrutura
3.4 A infraestrutura orientada ao usuário
3.5 A consolidação da rodovia como serviço
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 8
Fábio Russo Correa
Flávia Mattioli Tâmega
INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA NO BRASIL E O PAPEL DAS CONCESSÕES:
SEGURANÇA JURÍDICA, INVESTIMENTO E COMPETITIVIDADE
Introdução
1 Infraestrutura e competitividade internacional
2 A concessão como resposta jurídica à crise fiscal e à
necessidade de modernização
3 O papel das concessionárias na modernização da infraestrutura
rodoviária
4 Segurança jurídica, regulação e risco institucional
5 Atratividade dos projetos, modelagem contratual e dinâmica de
investimento
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 9
Felipe Borim Villen
Luciana Aparecida da Costa
Nathalia Farias Saad Rodrigues
A EVOLUÇÃO DO FINANCIAMENTO DE LONGO PRAZO NAS CONCESSÕES
RODOVIÁRIAS BRASILEIRAS
Introdução
1 Os dois pilares da evolução do financiamento rodoviário
1.1 A evolução das fontes de financiamento
1.2 A evolução das estruturas de Project Finance
2 Primeira geração: crédito público e os primeiros project finance
2.1 O contexto e a estrutura financeira da primeira geração
2.2 O caso Concer/BR-040 e o início do project finance no setor
3 Fase intermediária: Project Finance e o mercado de capitais
começam a evoluir
3.1 A difusão do Project Finance e o incentivo a participação do
mercado de capitais
3.2 Cart: completion como forma de incentivo ao mercado de
capitais
3.3 MSVia: o limite do mercado em grandes concessões até então não
pedagiadas
4 Fase recente: debêntures em escala, project finance sofisticado
e novo papel do BNDES
4.1 A inflexão recente: debêntures em escala e mercado seletivo
4.2 Entrevias: mercado, non-recourse e equity como mitigador
central de risco
4.3 Rio-SP: non-recourse, debêntures e sofisticação da estrutura
financeira
4.4 Way-112 e a consolidação de uma nova arquitetura de
financiamento
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 10
Milton Carvalho Gomes
EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO E INCOMPLETUDE CONTRATUAL NAS
CONCESSÕES RODOVIÁRIAS
Introdução
1 O modelo clássico de recomposição do equilíbrio contratual
1.1 A equação original e a teoria das áleas
1.2 A crise das concessões rodoviárias federais e os limites do
modelo clássico
2 O equilíbrio econômico-financeiro como processo
2.1 O contrato de concessão como contrato administrativo
incompleto e relacional
2.2 Múltiplos equilíbrios e a despatologização do reequilíbrio
3 Consensualidade, modelagem contratual e governança da
incompletude
3.1 A consensualidade como infraestrutura do equilíbrio
3.2 As duas formas de manter o equilíbrio no contrato incompleto
3.3 A governança da incompletude e a legitimidade da recomposição
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 11
Egon Bockmann Moreira
Elisa Schmidlin Cruz
JUDICIALIZAÇÃO E ARBITRAGEM EM CONCESSÕES DE RODOVIAS: A CLÁUSULA
COMPROMISSÓRIA COMO INSTRUMENTO DE GOVERNANÇA
Introdução
1 Concessões rodoviárias e a conflituosidade estrutural: por que
litigar é diferente no setor de infraestrutura
2 Arbitragem versus judicialização: custos, expertise e
racionalização comportamental
2.1 A cláusula compromissória como instrumento de governança e
hardship
2.2 O contraste entre litigar em juízo e na arbitragem
2.3 O marco normativo atual: Resoluções ANTT nº 6.040/2024, nº
5.960/2022 e nº 5.845/2019
3 A evolução da cláusula de resolução de controvérsias nas
concessões rodoviárias: casos emblemáticos e novos leilões
3.1 Casos paradigmáticos e seus aprendizados
3.2 As cláusulas de resolução de controvérsias nos contratos mais
recentes: análise do sistema tridimensional
3.3 Comparação evolutiva e lições para as próximas rodadas
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 12
Bruno Dantas
Thaís Pereira dos Santos Lucon
DO ESTRESSE CONTRATUAL AO CONSENSO: SUSTENTABILIDADE DOS CONTRATOS
DE CONCESSÃO DE RODOVIAS FEDERAIS
Introdução
1 Contratos de concessão como contratos incompletos e relacionais:
a inevitabilidade do estresse
1.1 Longo prazo, incompletude e mutabilidade contratual
1.2 Álea extraordinária e os limites da matriz de riscos
1.3 O conceito de contrato estressado: quando o desequilíbrio
ameaça a sustentabilidade
2 O ciclo de crises e aprendizados (2014-2019): a formação do
estresse nas concessões de rodovias federais
2.1 Judicialização, litigiosidade e a insuficiência das respostas
tradicionais de recomposição
2.2 Do controle a posteriori à conformação dos contratos: a tensão
entre fiscalização e equilíbrio
3 Do litígio ao consenso: a gestão negociada dos contratos
estressados
3.1 Fundamentos do consensualismo na administração pública e na
regulação por contrato
3.2 A criação da SecexConsenso: desenho institucional, fases e
diretrizes
3.3 A SecexConsenso na prevenção e solução de conflitos em
concessões de rodovias
3.4 Os casos de consensualismo do TCU: a casuística rodoviária e o
panorama multissetorial
4 Repactuação e reequilíbrio: instrumentos de restauração da
sustentabilidade
4.1 A repactuação contratual como técnica de recomposição do
equilíbrio econômico-financeiro
5 Da repactuação à saída negociada: a extinção contratual e seus
impactos
5.1 Hipóteses de extinção: caducidade, encampação, rescisão e
relicitação
5.2 A relicitação como extinção amigável (lei nº 13.448/2017): o
caso ECO101
5.3 Em que situações a extinção se torna inevitável: critérios de
inviabilidade
5.4 Impactos da extinção para o setor de rodovias
6 Sustentabilidade dos contratos: síntese e perspectivas
6.1 Consensualismo, previsibilidade e segurança jurídica como
pilares da sustentabilidade contratual
6.2 Agenda futura: a consolidação de um controle externo dialógico
e o aprimoramento dos instrumentos consensuais
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 13
Floriano Azevedo Marques
GRANDES CRISES E PROBLEMAS DE MODELAGEM: AS LIÇÕES QUE FICARAM –
TEXTO ELABORADO PARA A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONCESSIONÁRIAS
RODOVIÁRIAS (ABCR)
Introdução
1 A evolução dos contratos de concessão
2 Itinerário das concessões de rodovias no Brasil
3 Concessões de rodovias: delegação da exploração de bens públicos
ou exploração de um serviço?
4 Um itinerário interessante: mudanças progressivas de foco
5 Fases da concessão de rodovias
5.1 Primeira fase: a ilusão do ônus elevado, investimento elevado,
tarifa elevada
5.2 Segunda fase: a busca do investimento com modicidade tarifária
5.3 Terceira fase: a tentativa de equilíbrio e correção dos erros
do passado
6 Grandes crises do setor
6.1 A crise das concessões paranaenses: redução forçada de tarifa
na largada e exploração sem investimento
6.2 O caso da Castello Branco e as ineficiências do pedágio como
subsídio cruzado
6.3 A crise das concessões federais da primeira rodada: leilão por
tarifa gera concessões inviáveis
6.4 Invalidação de aditivos de ISS e insegurança jurídica em SP
6.5 O desafio das relicitações e das repactuações
7 Perspectivas: assimilar aprendizado com os erros, inovar no que
já está testado e evitar imaginar modelo perfeito e acabado
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 14
Viviane Esse
Allan Magalhães
Fernanda Penteado
MODELAGENS ATUAIS E NOVOS PARADIGMAS CONTRATUAIS NAS CONCESSÕES
RODOVIÁRIAS BRASILEIRAS
Introdução
1 Evolução das concessões rodoviárias e amadurecimento
institucional
2 Fragilidades dos ciclos anteriores e lições incorporadas
3 A nova política de outorgas e a Portaria MT nº 995/2023
4 Matriz de riscos e mecanismos de compartilhamento
5 Tarifa, modicidade e sustentabilidade econômico-financeira
6 Financiamento, mercado de capitais e bancabilidade dos projetos
7 Solução de controvérsias, dispute boards e consensualismo
8 Free flow, digitalização e experiência do usuário
9 Sustentabilidade, resiliência climática e agenda ESG
10 Otimizações contratuais, gestão do ciclo de vida dos contratos
e Portaria MT nº 848/2024
11 Aperfeiçoamento da governança, redução do prazo de estruturação
e desafios institucionais
12 Perspectivas para a evolução regulatória e contratual
13 Futuro da gestão de ativos rodoviários — novas fronteiras
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 15
Rafael Henrique Fortunato
Guilherme Theo Sampaio
A NATUREZA JURÍDICA DO CONTRATO DE CONCESSÃO COMO PRESSUPOSTO DA
INOVAÇÃO REGULATÓRIA: UMA LEITURA A PARTIR DA INCOMPLETUDE
CONTRATUAL E DA REGULAÇÃO RESPONSIVA
Introdução
1 A natureza jurídica do contrato de concessão
1.1 O prazo e a racionalidade econômica do contrato de concessão
1.2 A natureza relacional dos contratos de concessão
1.3 A incompletude contratual como elemento estruturante das
concessões
2 Da natureza do contrato de concessão à inovação regulatória
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 16
Felipe Queiroz
ESG NAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS, DA EXTERNALIDADE SOCIOAMBIENTAL À
DIMENSÃO ESTRATÉGICA DA
REGULAÇÃO
Introdução
1 ESG, a gênese conceitual e a relevância para a infraestrutura de
transportes
2 Trinta anos de concessões: do silêncio socioambiental à
centralidade do ESG
2.1 Origens na década de 1990: a sustentabilidade como
condicionante externa
2.2 Consolidação e expansão (2000-2014): da gestão ambiental
pontual aos primeiros compromissos
2.3 A nova geração de concessões: o ESG como diretriz estruturante
3 O que efetivamente mudou e o novo arcabouço regulatório ESG
3.1 Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura Rodoviária e
Ferroviária (PSI)
3.2 Finanças sustentáveis: a vinculação entre receita, resiliência
e capital
3.3 Tecnologia como vetor ESG: free flow, pesagem dinâmica e
conectividade
3.4 Instrumentos sociais e de governança: do Selo ESG aos
corredores sustentáveis
3.5 Os pilares ambiental e social em concreto
4 ESG e a reengenharia da alocação e do compartilhamento de riscos
4.1 Do tratamento ex post à antecipação contratual do risco
climático
4.2 A nova matriz de riscos e a cláusula de infraestrutura
resiliente
4.3 O mercado segurador com função executiva e a transferência de
risco
4.4 Consensualismo e governança de conflitos
5 Desafios para a implementação efetiva
5.1 Mensuração, comparabilidade e o risco de greenwashing
5.2 Equilíbrio econômico-financeiro e a modernização dos contratos
legados
5.3 A dimensão social: inclusão e justiça tarifária
5.4 Capacidade institucional, coordenação e previsibilidade
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 17
Eduardo Siqueira Moraes Camargo
OPERAÇÃO RODOVIÁRIA E EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO: DA INFRAESTRUTURA À
EXPERIÊNCIA DO CLIENTE
1 Da infraestrutura ao serviço: a mudança de paradigma
2 A operação rodoviária na prática
3 O cliente no centro da concessão
4 Indicadores, desempenho e confiança
5 Tecnologia e inovação: a rodovia como plataforma inteligente
5.1 Pedágio eletrônico (free flow) e pagamentos digitais: uma nova
relação com o pedágio
5.2 Pesagem em movimento: segurança, fluidez e conservação das
vias
5.3 Monitoramento automático e logística operacional
5.4 Conservação digital e manutenção orientada por valor
5.5 Iluminação inteligente e conectividade nas rodovias
5.6 Segurança viária: tecnologia a serviço da vida
5.7 Sustentabilidade, resiliência climática e ESG como dimensões
da operação
5.8 Valor compartilhado e relacionamento com comunidades
5.9 Smart Roads: a rodovia inteligente, segura e sustentável
6 O olhar do investidor de longo prazo
7 Os ganhos para o Brasil
8 Desafios e futuro da operação rodoviária
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 18
Marcelo de Afonseca e Silva
PROGRAMA DE CONCESSÕES RODOVIÁRIAS
1 Origens e fundamentos
2 Consolidação e expansão
3 Crises, reequilíbrios e aprendizados
4 Nova geração de concessões
5 Operação e visão do investidor
6 Futuro e visão estratégica
CAPÍTULO 19
José Carlos Cassaniga
EFICIÊNCIA OPERACIONAL E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Introdução
1 Evoluções históricas das concessões rodoviárias mundo
1.1 América Latina
1.2 Contextualização no Brasil
2 Evoluções de modelagens e de regulação
2.1 Concessões de rodovias – primeiros passos
3 Modernização e ampliação da infraestrutura rodoviária
4 Evoluções nos modelos operacionais de rodovias
5 Aprimoramentos de modelagem, técnicas redacionais de contratos e
governança de regulação
6 Benefícios aos usuários e à logística
7 Experiências dos usuários: constatações de melhorias e
benefícios incorporados
7.1 Qualidade da infraestrutura
7.2 Serviços operacionais, atendimento aos usuários e gestão de
eventos nas rodovias
7.3 Canais de comunicação com os usuários
7.4 Tecnologias aplicadas à segurança e à fluidez das viagens
7.5 Interação entre veículos e vias
8 Experiências dos usuários e desdobramentos futuros
8.1 Rodovias e inteligência artificial: perspectivas de futuro
Conclusão
Referências
CAPÍTULO 20
Brendon Azevedo Ramos
Maíra Carolina Calegari
EFICIÊNCIA OPERACIONAL E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA OPERAÇÃO DE
RODOVIAS CONCEDIDAS: DA INFRAESTRUTURA INSTRUMENTADA À
INTELIGÊNCIA INTEGRADA
Introdução
1 Contextualização: o pioneirismo paulista e a evolução
operacional em três gerações
1.1 A primeira etapa (a partir de 1998): a geração fundadora
1.2 A segunda etapa (2007-2011): a consolidação operacional
1.3 A geração atual (a partir de 2022): a concessão que nasce
digital
2 Sistemas inteligentes de transporte e o centro de controle como
núcleo de inteligência
3 A experiência internacional: França, Itália e China
4 Segurança viária orientada por dados e fiscalização eletrônica
5 Fluidez, gestão de congestionamentos e planejamento de
intervenções
6 Cobrança digital e a transformação da jornada do usuário
7 Comunicação digital e a nova relação com o usuário
8 Conectividade como infraestrutura operacional
9 Rodovia inteligente, logística e multimodalidade
10 Sustentabilidade operacional
11 O que falta para o Brasil: lacunas e caminhos
12 O equilíbrio que sustenta a inovação
13 Eficiência, produtividade e a perspectiva do investidor
Perspectivas e conclusão
Referências
CAPÍTULO 21
Rui Klein
CONCESSÕES RODOVIÁRIAS: MINHA PERSPECTIVA APÓS MAIS DE 20 ANOS DE
ATUAÇÃO NO SETOR – O QUE APRENDEMOS, O QUE TRANSFORMAMOS E O QUE
AINDA
PRECISAMOS CONSTRUIR
1 Quando uma rodovia deixa de ser apenas uma rodovia
2 2003: antes de conceder, era preciso aprender a cuidar
3 2005-2008: a concessão como realidade concreta
4 2009: quando a natureza coloca a infraestrutura à prova
5 2011-2013: mudar de escala e operar infraestrutura crítica
6 2014: quando investimento se transforma em capacidade
7 2015-2019: da engenharia à gestão do ativo
8 2019-hoje: de um ativo para um portfólio — e uma crise sistêmica
9 Algumas reflexões e considerações gerais
10 Uma indústria que amadureceu
11 Free flow, financiamento e tecnologia: três vetores de
transformação
12 De política de governo a política de Estado
Conclusão
CAPÍTULO 22
André Isper Rodrigues Barnabé
O FUTURO DAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS NO ESTADO DE SÃO PAULO: A
EVOLUÇÃO INSTITUCIONAL DO REGULADOR COMO FATOR DE SUSTENTABILIDADE
CONTRATUAL
Introdução
1 Quatro ciclos de evolução institucional: a coevolução entre
contratos e regulador
1.1 Primeiro ciclo, 1998-2002: implantação do programa e
fiscalização de obrigações predefinidas
1.2 Segundo ciclo, 2002-2009: institucionalização da regulação e
surgimento da gestão contratual permanente
1.3 Terceiro ciclo, 2010-2023: profissionalização,
financiabilidade e adaptação programada
1.4 Quarto ciclo, a partir de 2024: governança regulatória, dados
e ampliação do escopo
1.5 Síntese da coevolução
2 Capacidade institucional na execução de contratos de concessão
2.1 Contratos incompletos e capacidade institucional na gestão da
relação concessória
2.2 Dimensões analíticas da capacidade institucional regulatória
3 A reforma institucional de 2024 como resposta à nova
complexidade contratual
3.1 Capacidade técnica, decisória e de governança e legitimidade
3.2 Capacidade normativa e previsibilidade regulatória
3.3 Capacidade analítica e adaptativa diante da transformação da
infraestrutura
Conclusão
Referências
Posfácio
| ISBN | 978-65-5113-801-0 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 2 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 574 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | outubro/2026 |
-
Pós-graduada em Gestão de Infraestrutura pela FGV-SP e em Direito Processual Civil pela PUC-SP. Formada em Direito pela PUC-SP. Membro do Infra Women Brasil e do Comitê de Rodovias do IASP. Atualmente, é diretora jurídica da Melhores Rodovias do Brasil – ABCR.Mestre e Doutorando em Direito da Regulação pela FGV Direito Rio. Assistente de Pesquisa da FGV Direito Rio. Pós-graduado em Direito Público pela Ucam. Advogado.Doutor em Direito do Estado pela USP. Mestre em Direito (LLM) pela University College London. Mestre em Direito Administrativo pela UFMG. Ex-secretário no Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI). Ex-secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais. Diretor Presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias.Professor da FGV Direito Rio, onde também é Coordenador de Projetos Institucionais e Coordenador do Centro de Pesquisa em Direito da Regulação (CPDReg). Doutor em Direito da Regulação pela FGV Direito Rio, na modalidade de doutorado-sanduíche, com período de pesquisa na Harvard Kennedy School (Research Fellow). Mestre em Direito da Regulação pela FGV Direito Rio, com período de pesquisa (Visiting Scholar) na University of California Irvine School of Law.
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