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Storytelling para Advogados

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Advogados são contadores de histórias, queiram ou não. No entanto, ao longo da faculdade e mesmo dentre as diversas opções de educação continuada, pouco se investe na redação jurídica assertiva e bem estruturada. Basta se pensar quantas horas de efetiva prática profissional existem no curso de Direito em comparação com a carga infindável de horas que se passa examinando texto legislativo, doutrina e decisões de tribunais. Afinal, advogados não apenas relatam histórias, mas precisam contá-las de forma convincente. Neste livro, Philip N. Meyer desenvolve uma densa, meticulosa e estruturada prática de Storytelling que pode ser empregada por advogados em qualquer processo seja ele cível, penal, trabalhista. Nesse âmbito, essa prática pode ser aplicada a vários momentos processuais distintos petição inicial, contestação, memoriais, recursos, sustentação oral ou mesmo ainda quando se trate de atuação extrajudicial. Trata-se do exame devários elementos de ferramentas do Storytelling, tão comum no âmbito do Common Law, em particular nos Estados Unidos, a partir de casos reais, livros técnicos e de ficção, filmes e músicas apresentadas pelo autor, apresentando, ao final, um conhecimento indispensável para a atuação jurídica competente e séria.

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Autores: João Paulo Forster

Advogados são contadores de histórias, queiram ou não. No entanto, ao longo da faculdade e mesmo dentre as diversas opções de educação continuada, pouco se investe na redação jurídica assertiva e bem estruturada. Basta se pensar quantas horas de efetiva prática profissional existem no curso de Direito em comparação com a carga infindável de horas que se passa examinando texto legislativo, doutrina e decisões de tribunais. Afinal, advogados não apenas relatam histórias, mas precisam contá-las de forma convincente. Neste livro, Philip N. Meyer desenvolve uma densa, meticulosa e estruturada prática de Storytelling que pode ser empregada por advogados em qualquer processo seja ele cível, penal, trabalhista. Nesse âmbito, essa prática pode ser aplicada a vários momentos processuais distintos petição inicial, contestação, memoriais, recursos, sustentação oral ou mesmo ainda quando se trate de atuação extrajudicial. Trata-se do exame devários elementos de ferramentas do Storytelling, tão comum no âmbito do Common Law, em particular nos Estados Unidos, a partir de casos reais, livros técnicos e de ficção, filmes e músicas apresentadas pelo autor, apresentando, ao final, um conhecimento indispensável para a atuação jurídica competente e séria.

SOBRE O TRADUTOR 

INTRODUÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA 


CAPÍTULO 1 

1.INTRODUÇÃO 

I. Advogados são Contadores de Histórias 

II. Argumentos Jurídicos são Histórias Disfarçadas 

III. As Partes de uma História 

IV. Filmes e Argumentos de Encerramento 


CAPÍTULO 2 

2. CONSTRUINDO A TRAMA I - O BÁSICO 

I. O que é Trama? 

A. Termos e Conceitos Básicos

B. Uma definição “austera” de Trama 

C. Tema e Causa de Pedir 

D. Gênero e Melodrama 

II. A Estrutura da Trama nos Filmes

A. Gênero e Tema 

B. Estrutura Básica da Trama em ‘Matar ou Morrer’ e ‘Tubarão (Aplicando o modelo Amsterdam-Bruner)


CAPÍTULO 3 

3. CONSTRUINDO A TRAMA II - A ESTRUTURA DA TRAMA EM UM ARGUMENTO DE FECHAMENTO EM UM CASO COMPLEXO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PERANTE UM JÚRI 

I. A “História de Fundo” 

II. Trechos Anotados do argumento final de Gerry Spence em nome de Karen Silkwood 

A. Preparando o Palco 

B. Causa de Pedir e Tema Narrativo 

C. O Estado Estacionário e a Chegada do Problema 

D. Outra história dentro de uma história: O Júri e “A Jornada do Herói” 

E. Complicações progressivas: A natureza do problema 

F.“O Arranjo”: A gangue de vilões foras-da-lei contra os habitantes da cidade 

G. A chegada da Profeta 

H. “O confronto”: O conflito se intensifica 

I. A réplica: O confronto final 

J. “A Resolução” pelo Júri

III.Observações Finais 

A. “Toda História Acabou Antes de Começar” 

B. Fazendo o Movimento Narrativo: As “Forças do Antagonismo” 


CAPÍTULO 4 

4. LIÇÕES DE PERSONAGENS: PERSONAGEM, DESENVOLVIMENTO DE PERSONAGEM E CARACTERIZAÇÃO 

I. Introdução: Por Que Enfatizar Personagens de Filmes no Storytelling Jurídico? 

II.O que é o caráter e por que é importante para os contadores de histórias jurídicas? 

III. Personagens planos e redondos e personagens estáticos e em mudança – Revisitando Matar ou Morrer

A. Personagens planos e redondos, Personagens Estáticos e em Evolução

B. O protagonista heroico – Will Kane 

C. Amy Kane e Helen Ramirez: Personagens “redondos” complexos 

D. Frank Miller (antagonista/vilão): Um personagem “Plano” e “Estático”

IV. Técnicas de Desenvolvimento e Caraterização de Personagens: Trechos de “O Despertar de um Homem” de Tobias Wolff 

A. Excertos de “O Despertar de um Homem”


CAPÍTULO 5

5. PERSONAGENS, DESENVOLVIMENTO DE PERSONAGENS E CARACTERIZAÇÃO EM UM ARGUMENTO DE ENCERRAMENTO A UM JÚRI EM UM CASO CRIMINAL COMPLEXO 

I. A “história de fundo”

II. Excertos comentados extraídos do argumento final de Jeremiah Donovan em favor de Louis Failla 

A. “O Gancho”: No qual o personagem Louis “Louie” Failla é apresentado no palco 

B. Quem é Louis Failla? A história dentro da história que descreve o personagem de Failla 

C. Trechos de “O Arranjo” e de “A Confrontação”: o problema rompe o estado estacionário e o Vilão é apresentado no palco 

D. Trechos do Clímax e da Resolução: Onde a Lealdade de Failla é testada e ele é obrigado a tomar uma decisão crucial redefinindo seu “personagem”

E. Personagem em Diálogo e Ação

F. O arco de personagem de Failla não está completo 

III. Observações finais

A. O personagem de Louie Failla e os filmes 

B. Personagem e Tema 


CAPÍTULO 6 

6. ESTILO IMPORTA - COMO UTILIZAR VOZ, PONTO DE VISTA, DETALHES E IMAGENS, RITMOS DE LINGUAGEM, CENA E SÍNTESE, CITAÇÕES E TRANSCRIÇÕES NAS NARRATIVAS JURÍDICAS EFICAZES

I. Ambientação: corrigindo provas da Faculdade de Direito 

II. Nota preliminar: “Voz” e “estilo” 

III. Voz e ritmo: “Ficar na superfície” 

IV. O Uso de Cena e Resumo: “Mostrando e Contando”

V. Contando em Vozes Diferentes

VI. Perspectiva ou Ponto de Vista 

VII. Várias funções da perspectiva: Como funciona a perspectiva (ponto de vista) e que trabalho faz? 

A) A perspectiva controla o fluxo de informações 

B) As perspectivas podem sugerir resultados e dotar o leitor com responsabilidade pela determinação de significados 

C) A perspectiva afeta o grau de envolvimento do leitor ou ouvinte na história e sugere o grau de empatia que o leitor ou ouvinte deve ter pelos vários personagens de uma história 

D) A perspectiva afeta diretamente a percepção dos eventos pelo leitor ou ouvinte, determinando se o leitor ou ouvinte acredita na descrição do narrador sobre o que 

realmente aconteceu 

VIII. Observações Finais 


CAPÍTULO 7 

7. SENSO DE LUGAR - CENÁRIOS, DESCRIÇÕES E AMBIENTES 

I. Introdução 

II. Território perigoso: cenários contrastantes que evocam perigo e instabilidade em “O Álbum Branco” de Joan Didion e a opinião judicial em um caso de estupro

III. Mais lugares perigosos onde coisas ruins acontecem: uso de descrições físicas e detalhes factuais para criar ambientes complexos em ‘Os Emigrantes’, de W. G. Sebald e 

manifestações iniciais em dois casos de confissão coagida 

IV. Cenários e ambiente como vilões e vilania nas histórias de mitigação de “While They Slept” (Enquanto eles dormiam), de Kathryn Harrison, e na manifestação do requerente 

em Eddings vs. Oklahoma 

V. Observações Finais


CAPÍTULO 8 

8. TEMPO NARRATIVO - UMA RÁPIDA EXPLORAÇÃO 

I. Introdução 

II. A ordenação temporal do discurso

A. A sequência da narrativa: Billy Pilgrim assiste ao filme de trás para frente

B. Cronologia

C. Variações na Cronologia 

D. “Analepse” ou “Flashback” 

E. “Prolepse” ou “Flashforward”

F. Elipse 

G. Cadência e Ritmo 

H. Estabelecendo o intervalo de tempo – inícios e finais implícitos para histórias inacabadas 

III. Observações Finais 


CAPÍTULO 9 

9. OBSERVAÇÕES FINAIS - COMEÇOS E FINAIS


REFERÊNCIAS 

ISBN 978-65-5113-198-1
Dimensões 23 x 15.5 x 1
Tipo do Livro Impresso
Páginas 213
Edição 1
Idioma Português
Editora Editora Thoth
Publicação junho/2025
  1. João Paulo Forster[email protected]
    Mestre e Doutor em Direito (UFRGS). Especialista em Direito Empresarial (FGV). Professor em cursos de Pós-Graduação Lato Sensu. Professor do CEISC. Advogado.

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