O aperfeiçoamento das práticas de ocultação patrimonial tem imposto novos desafios à prevenção e repressão de ilícitos contra a garantia do crédito. Nesse cenário, exige-se uma atuação cada vez mais eficaz por parte do operador do Direito, cujas soluções não podem, entretanto, preterir os limites da responsabilidade patrimonial e a natureza excepcional da desvinculação entre o débito e a responsabilidade. Partindo de uma análise crítica da desconsideração expansiva da personalidade jurídica, a obra examina os aspectos materiais e processuais da responsabilidade patrimonial de sócios ocultos e sociedades fictícias, e, recorrendo ao instituto da simulação, propõe regimes processuais próprios para a repressão de cada uma destas situações. Assim, a partir de uma articulação entre o direito material e o direito processual, a obra oferece uma contribuição sistemática para a construção de soluções capazes de assegurar, a um só tempo, a efetividade da tutela do crédito e a estabilidade e seguranças das relações, mediante um procedimento que observe os limites estabelecidos no plano material, sem promover ampliações irrestritas ou discricionárias da responsabilidade patrimonial.
O aperfeiçoamento das práticas de ocultação patrimonial tem imposto novos desafios à prevenção e repressão de ilícitos contra a garantia do crédito. Nesse cenário, exige-se uma atuação cada vez mais eficaz por parte do operador do Direito, cujas soluções não podem, entretanto, preterir os limites da responsabilidade patrimonial e a natureza excepcional da desvinculação entre o débito e a responsabilidade. Partindo de uma análise crítica da desconsideração expansiva da personalidade jurídica, a obra examina os aspectos materiais e processuais da responsabilidade patrimonial de sócios ocultos e sociedades fictícias, e, recorrendo ao instituto da simulação, propõe regimes processuais próprios para a repressão de cada uma destas situações. Assim, a partir de uma articulação entre o direito material e o direito processual, a obra oferece uma contribuição sistemática para a construção de soluções capazes de assegurar, a um só tempo, a efetividade da tutela do crédito e a estabilidade e seguranças das relações, mediante um procedimento que observe os limites estabelecidos no plano material, sem promover ampliações irrestritas ou discricionárias da responsabilidade patrimonial.
Sobre o Autor
Agradecimentos
Apresentação
Prefácio
Introdução
CAPÍTULO 1
A DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE DA PESSOA JURÍDICA A PARTIR DA
RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL
1.1 A desconsideração da personalidade jurídica: origem, definição
e escopos
1.2 Os limites subjetivos da desconsideração da personalidade
jurídica
1.2.1 A figura dos sócios ostensivos como limite à desconsideração
1.2.2 Os administradores da sociedade como sujeitos passivos da
desconsideração
1.2.3 A legitimidade material nas modalidades inversa e indireta
de desconsideração da personalidade jurídica
1.2.4 Conclusões parciais sobre os limites subjetivos da
desconsideração
1.3 A desconsideração expansiva da personalidade da pessoa
jurídica
1.3.1 A origem e o conteúdo da desconsideração expansiva da
personalidade jurídica
1.3.2 Hipóteses de incidência da desconsideração expansiva
1.3.3 Considerações sobre as hipóteses de incidência da
desconsideração expansiva
1.4 A desconsideração expansiva a partir da teoria da
responsabilidade patrimonial
1.4.1 A natureza material da responsabilidade patrimonial
1.4.2 A desvinculação entre débito e responsabilidade como exceção
1.4.3 A (in)operabilidade da desconsideração expansiva a partir da
teoria da responsabilidade patrimonial
1.4.4 A simulação como vício do negócio jurídico
1.5 A simulação quanto à pessoa jurídica: a simulação da sociedade
e na sociedade
CAPÍTULO 2
A TUTELA JURÍDICO-PROCESSUAL DA RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL DE
SÓCIOS OCULTOS A PARTIR DA SIMULAÇÃO
2.1 A simulação na sociedade: sócio oculto x sócio aparente
2.2 O reconhecimento judicial da responsabilidade patrimonial dos
sócios ocultos
2.2.1 A simulação como causa de pedir da desconsideração da
personalidade jurídica
2.2.2 A interposição de sócios ostensivos como hipótese de desvio
de finalidade
2.2.3 Desconsideração da personalidade jurídica x invalidade por
simulação
2.2.4 O princípio da demanda como limite ao iura novit curia
2.2.5 A possibilidade (ou não) de apreciação ex officio da
nulidade por simulação: a cognoscibilidade judicial das normas de
ordem pública de natureza material
2.2.6 Conclusões parciais: a simulação como causa de pedir, os
limites ao iura novit curia e a cognoscibilidade de ofício da
nulidade material
2.3 A interposição fictícia de sócios ostensivos como questão
prejudicial
2.3.1 O objeto da cognição do juiz: questões principais e
incidentais
2.3.2 As questões incidentais prejudiciais
2.3.3 A simulação como questão prejudicial à desconsideração da
pessoa jurídica
2.3.4 A eficácia meramente declaratória do reconhecimento da
simulação como questão prejudicial
2.3.5 A coisa julgada e a eficácia externa da questão prejudicial
2.3.6 Os limites da defesa do sócio oculto inserido na execução a
partir do incidente de desconsideração da personalidade jurídica
2.3.7 A intervenção do sócio oculto ao processo
CAPÍTULO 3
A TUTELA JURÍDICO-PROCESSUAL DA RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL DE
SOCIEDADES FICTÍCIAS A PARTIR DA SIMULAÇÃO
3.1 A possibilidade de simulação da sociedade
3.1.1 As sociedades fictícias, a simulação da sociedade e
institutos afins: a impossibilidade de desconsideração da
personalidade jurídica
3.1.2 Técnicas repressivas do prejuízo à garantia patrimonial:
desconsideração da personalidade jurídica x declaração de nulidade
por simulação
3.2 A tutela processual da responsabilidade patrimonial das
sociedades fictícias a partir da teoria da simulação
3.2.1 A simulação da sociedade como questão prejudicial ao
incidente de corresponsabilização
3.2.2 A simulação da sociedade como questão principal
3.2.2.1 A alegação da nulidade por simulação da sociedade em
inicial
3.2.2.2 Da prova da simulação da sociedade
3.2.2.3 Coisa julgada e eficácia da sentença que acolhe a alegação
inicial de simulação
3.3 O incidente de simulação da sociedade
3.3.1 A legitimidade ativa ad causam para a instauração da demanda
incidental de simulação
3.3.2 A (im)possibilidade de instauração ex officio do incidente
de simulação da sociedade
3.3.3 A possibilidade de suspensão do processo principal:
distinções entre o incidente de simulação e o incidente de
desconsideração da personalidade jurídica
3.3.4 A interposição de sociedades fictícias como hipótese de
fraude à execução
3.4 Sistematização dos aspectos processuais da alegação de
simulação da sociedade
Conclusão
Referências Bibliográficas
| ISBN | 978-65-5113-748-8 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 304 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | setembro/2026 |
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Doutor e Mestre em Direito Processual Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Pós-doutorado pela Universitat de Barcelona. Professor de Direito Processual Civil.Mestre em Direito Processual Civil pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Professor de Direito Civil e Processo Civil.Pós-Doutor em Direito Processual pela UFES. Doutor em Direito Processua pela USP. Mestre em Direito pela UFES. Professor da Graduação e do PPGDIR/UFES. Advogado. Membro-efetivo do IBDP
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