Uma das provas mais problemáticas a ser produzida no âmbito do processo é a prova pericial. Como se sabe, boa parte dos operadores do direito tem uma formação direcionada tão somente ao direito. Assim, o desconhecimento técnico das demais áreas do conhecimento do operador do direito acaba por inseri-lo em um universo que pouco conhece, levando-o também ao medo dos resultados que advirão de toda essa experiência. Inclusive não é incomum ouvir que no caso de prova pericial quem decide o processo é o perito, e não o magistrado. Pensando nessas nuances e inseguranças, o presente livro tem como cerne principal trazer noções básicas de construção da ciência e como essa acaba sendo uma ferramenta falível, para ao final construir um modelo de controle da prova judicial útil aos operadores do direito para atuações processuais e extraprocessuais.
Tags: Provas , Produção Antecipada da Prova
Autores: Rafael Alves de Luna
Uma das provas mais problemáticas a ser produzida no âmbito do processo é a prova pericial. Como se sabe, boa parte dos operadores do direito tem uma formação direcionada tão somente ao direito. Assim, o desconhecimento técnico das demais áreas do conhecimento do operador do direito acaba por inseri-lo em um universo que pouco conhece, levando-o também ao medo dos resultados que advirão de toda essa experiência. Inclusive não é incomum ouvir que no caso de prova pericial quem decide o processo é o perito, e não o magistrado. Pensando nessas nuances e inseguranças, o presente livro tem como cerne principal trazer noções básicas de construção da ciência e como essa acaba sendo uma ferramenta falível, para ao final construir um modelo de controle da prova judicial útil aos operadores do direito para atuações processuais e extraprocessuais.
SOBRE O AUTOR
APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1
DOS ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA REVOLUÇÃO CIENTÍFICA MODERNA: BREVES INCURSÕES HISTÓRICAS A CONTEXTUALIZAR A TRANSIÇÃO SUPRAPARADIGMÁTICA
1.1 Breves incursões à patrística e à escolástica: delimitação das ideias fundantes do paradigma científico das idades média e moderna
1.2 O ideal racional moderno: da divindade à secularização
1.3 Cunhando as bases de uma nova ciência/filosofia: o supraparadigma mecanicista
1.3.1 Nicolau Copérnico: a nova ascensão do heliocentrismo
1.3.2 Tycho Brahe e Johannes Kepler: pesquisador e assistente numa parceria astronômica
1.3.3 Galileu Galilei: posto na fogueira por confrontar o paradigma vigente
1.3.4 Francis Bacon: os idola como barreira ao conhecimento
1.3.5 Renê Descartes e Isaac Newton: fundador e organizador da filosofia científica moderna e o incrementador do dedutivismo pelo indutivismo
1.4 O paradigma e o supraparadigma racionalista Cartesiano-Newtoniano: uma visão a partir de Thomas Kuhn
1.5 Do supraparadigma racionalista e o direito: estabelecendo relações de entrelaçamento iniciais a partir dos modelos de valoração probatória
CAPÍTULO 2
FALIBILIDADE CIENTÍFICA: UM NOVO PARADIGMA OU INTERNALIZAÇÃO DE NOVAS IDEIAS EM UMA ANTIGO PARADIGMA?
2.1 Da falibilidade da matemática: do mundo incompleto de Gödel e a dinâmica dos três corpos de Poincaré
2.2 Da necessária relativização da estabilidade: do avanço científico pautado na instabilidade como pressuposto epistemológico
2.3 Ordem e reversibilidade: impossibilidades diante da termodinâmica
2.4 A objetividade pela subjetividade e a interferência do observador no objeto de análise a partir da teoria dicotômica da luz
2.5 A simplicidade do objeto descontextualizado: impossibilidade de conhecimento pleno pela redução
2.6 Conclusões parciais: insubsistência do modelo racionalista ou necessidade de uma nova interpretação? Traçando paralelos a partir do racionalismo como uma ideologia para o Direito
CAPÍTULO 3
DA TEORIA GERAL DA PROVA, “DO MÓDULO PROBATÓRIO CIENTÍFICO NO PROCESSO CIVIL BRASILEIRO”, E DO MÓDULO PROBATÓRIO CIENTÍFICO NO EXTERIOR
3.1 Questões gerais sobre a teoria geral da prova: reflexões sobre a natureza jurídica da prova como expressão de um direito fundamental
3.2 Prova, acepções sobre a verdade, ciência e processo: reflexões sobre uma pretensa função epistêmica do processo
3.3 A procedimentalização da prova científica no processo civil brasileiro
3.3.1 Da admissibilidade da perícia e do perito
3.3.2 Do procedimento da perícia
3.3.3 A prova técnica simplificada
3.4 Generalidades sobre o sistema judicial americano e o sistema de admissibilidade da prova no âmbito estadunidense
CAPÍTULO 4
PROPOSIÇÃO DE SOLUÇÕES À LUZ DO ESTADO ATUAL DA CIENTIFICIDADE: POR UMA ADMISSIBILIDADDE PAUTADA NA FALIBILIDADE CIENTÍFICA
4.1 Delimitações conceituais sobre prova técnica e prova científica
4.2 Proposição de critérios à entrada e à valoração da prova científica no processo civil brasileiro
4.2.1 Da internalização da falibilidade científica como natural e desejável como fator de controle de cientificidade
4.2.2 Da testabilidade como fator de certificação do percorrer do caminho metodológico adequado: possibilidades através da cadeia de custódia
4.3 Análise de casos concretos à luz dos critérios propostos: relativização ou afastamento de conceitos fixados pela jurisprudência
4.3.1 O caso fosfoetanolamina: a pílula do câncer que fora objeto de atuação legislativa
4.3.2 A questão do receituário off label: O excesso de confiança no médico do paciente
4.3.3 A questão da vacinação compulsória contra o COVID-19
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
| ISBN | 978-65-5113-327-5 |
| Dimensões | 23 x 15.5 x 1 |
| Tipo do Livro | Impresso |
| Páginas | 236 |
| Edição | 1 |
| Idioma | Português |
| Editora | Editora Thoth |
| Publicação | outubro/2025 |
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Rafael Alves de Luna[email protected]Doutor em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Possui Graduação em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (2016) e Mestrado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (2018). Membro da Associação Brasileira de Direito Processual (ABDPro). Associado da Associação Norte Nordeste de Professores de Processo (ANNEP). Associado do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP). Pesquisador do U.Data - Laboratório de pesquisas empíricas em Direito, na linha de estudos empíricos sobre o comportamento institucional. Professor no curso de Direito do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire) e do Centro Universitário Escritor Osman Lins (Unifacol). Coordenador da especialização em Direito Civil e Processual Civil do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire). Advogado, palestrante e consultor jurídico
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